Who deserves to live?

Quem merece viver?

To what extent do we decide who deserves to receive medical treatment?  In an ideal world, everyone should have access to a house, education, water and health services.

How many of us live in a country where for the most part, we have access to a national health system?  It is not to say that problems with negligence and delayed treatment do not affect people under this model.  Such a system is not a panacea.  Being grateful for health is something that many forget until having an illness.  How many of us worry about the cost of a medical consultation or the price of occupying a hospital bed?  Although many people have medical insurance, the cost of treatment for illnesses requires refinancing a house.  Upon entering the hospital, they are asked ‘what type which type of insurance do you have?’  What happens to people on a low income and workers without insurance?

In 2009, I faced this dilemma when I left England to volunteer in Monterrey, Mexico.  Working in the Adelaida Lafón Clinic, in the Fomerrey 35 neighbourhood, within a privatised system made me reflect about a model that decides who enters. Going to houses where people are sick with stage four cancer, kidney failure from diabetes and complications from drug use highlights a humanitarian crisis in a world between people with and without money.  Although the clinic helps the most vulnerable people at a low cost, how many remain without this mercy?

As previously questioned, who deserves to live?  Do you agree with a system that does not recognise people without medical insurance?  Do you think that medical treatment is a privilege that should be earned through working, or is it simply a human right?  Do you live with this dilemma in your country.  Do you think about your health often?  Are you grateful for being healthy?

Até que ponto decidimos quem merece receber tratamento médico?  Ter acesso a uma casa estável, à educação, à água limpa e aos serviços de saúde é um sonho de muitos pelo mundo.

Quantos de nós vivemos num país onde temos, na maior parte, acesso a um sistema de saúde nacional, ou, em outras palavras, tratamento médico nacional?  Não significa que os problemas de negligência e as demoras de tratamento não afetem o povo nesse modelo.  Um sistema assim não é uma panaceia.  Ser agradecido pela saúde é algo de que muitos se esquecem até terem uma doença.  Quantos de nós nos preocupamos com o preço de uma consulta médica ou com o preço de ocupar uma cama no hospital?  Ainda que muitos tenham seguro médico, os preços dos tratamentos de doenças exigem refinanciar uma casa.  No caso de entrar no hospital, perguntam-lhe que tipo de seguro tem.  O que se passa com as pessoas de baixa renda e os trabalhadores sem seguro?

Em 2009, enfrentei esse dilema quando deixei a Inglaterra para trabalhar voluntariamente em Monterrey, México.  Trabalhar na clínica Adelaida Lafón, no bairro Fomerrey 35, dentro de um sistema privatizado, fez-me refletir sobre um modelo que decide quem entra.  Ir às casas dos doentes com cancro avançado, insuficiência renal pela diabetes, e complicações por utilizar drogas destaca uma crise humanitária num mundo entre pessoas com dinheiro e sem ele.  Se bem que a clínica ajude as pessoas mais vulneráveis a um custo baixo, quantos mais ficam sem essa misericórdia?

Como já foi perguntado, quem merece viver?  Concorda com um sistema que não reconhece as pessoas sem seguro médico?  Acha que o tratamento médico é um privilégio que tem de conseguir através de trabalhar, ou é simplesmente um direito humano?  Vive com esse dilema no seu país?  Reflete sobre a sua saúde frequentemente?  É grato por ser saudável?

Paula Clarke